quarta-feira, 30 de junho de 2010

Lonely

E quando você chega num ponto em que não pode confiar em mais ninguém? Começou a se afastar de novo, e afastar a todos também.

domingo, 20 de junho de 2010

Depois de cinco dias de inaniçao, voce se equilibra na linha fina e tenue que separa perfeiçao da loucura. E nem faz mais tanta diferença o lado que voce vai cair. Ja nao consegue se importar...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Faltas

Sentir a falta de braços que, nunca te abraçaram.
Sentir a falta de lábios que, nunca te beijaram.
Sentir a falta de carinhos que, nunca teve.
Sentir a falta da complicidade que, nunca compartilhou.
Sentir a falta de uma pessoa que, nunca foi sua.


Essa utopia é uma perda de tempo criança, ele nunca vai ser seu.

Fellings

É estúpido se sentir tão bem, com a simples presença de alguém que, nunca sequer te deu oi.


Garota a fase de fantasias ainda não passou? Se sentir extremamente mal, que não tem vontade sequer de abrir a boca pra conversar com suas amigas, e somente sorrir quando vê aquela pessoa... É estupidez, até pra você.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

As 12 badaladas



1° Badalada

Sorrisos forçados. E a tentativa de realmente se interessar por aquilo que suas amigas dizem, mas ela não consegue. Vai ficando pra trás.

2° Badalada

Ela realmente tenta. Mas aí ela escuta uma frase “Eu vou ficar com ele”, e mais algumas risadas animadas. Ela para por alguns minutos assimilando aquilo e examina a garota que disse isso. Grande.


Isso mesmo, sua amiga é grande, em todos os sentidos. Alta e gorda. Ela então em uma tentativa de comprovar que não é assim cerca seu tórax com os braços. Ossos. Ela sorri um pouco, mas logo o sorriso se desfaz. Como aquela gorda tem alguém e ela não tem ninguém? Mundo estúpido!

3° Badalada

Quando entram no corredor que dá acesso as escadas, ela se depara com ele, que está escorado no corrimão das escadas com um amigo.

Só que ele a olhou no mesmo instante que ela o viu.

Então o mundo parou.

Ela sentiu suas pernas amolecerem e seu estomago dar um salto.

O mundo continuava parado.

Só que ela apressou o passo para alcançar as amigas. Covarde.

O mundo voltou a girar, como sempre.

4° Badalada

Não fora de propósito. Ela só precisava de um amor platônico que a impedisse de se apaixonar por alguém. Sempre fugia do amor. Então ela o viu durante o intervalo e o escolheu.

Ela não sabia bem desde quando ele começara a corresponder seus olhares. Só sabia que ele, de repente, respondia e isso fazia com que ela quisesse parar o tempo, e isso a fazia pensar em bobagens, tais como seria o beijo dele, a textura da sua pele, tudo.

Ele continuou lá, enquanto seu amigo descia as escadas. Não desviava seu olhar dela.

E, por um milésimo de segundo, ela parou de andar.

O mundo parara novamente

E, por um milésimo de segundo, ele sorriu.

O mundo gostaria de ficar parado, para sempre.

E, por um milésimo de segundo, ela esperou que ele desse um passo em sua direção. Porém, ele não deu.

O mundo, triste, voltou a girar.

5° Badalada

As coisas não podiam ser mais confusas. Eles eram extremos opostos. Ele era lindo. Cabelos negros, pele clara, seu sorriso de canto vinha acompanhado por covinhas, e o jeito que ele a olhava... Ela era... Diferente. Escondia-se em moletons onde caberiam duas de si. Não gostava de se mostrar. Anoréxica Purgativa. Tímida. Ela não via nada de especial em sim mesma.

Mas os dois se olhavam como se estivessem sozinhos ali. Olhavam-se como se não houvesse inúmeras diferenças entre eles.

O mundo já não sabia se parava os se continuava.

6° Badalada

Suas amigas notaram os olhares, olharam pra ela e sorriram e mostraram pra ela quem a estava olhando. Como se ela não tivesse notado. Consequentemente suas amigas voltaram a ficar do lado dela. Ela teve vontade de morrer.

Ele hesitou. Suas amigas sorriam. E ela tinha vontade de - colocar os dois dedos na garganta – sumir.

O mundo, curioso, parou: queria assistir aquele desfecho.

7° Badalada

Ele esperou mais alguns minutos e desceu. Ela tinha vontade de gritar com suas amigas chamando-as de estúpidas. Não gritou, era educada demais.

Ele ia devagar, como se tivesse esperança que ela ficasse sozinha novamente. Ela não ficou.

O mundo queria interferir, previa o erro iminente - não podia.

8° Badalada

Ela tentava agir normalmente. Como se não estivesse há segundos atrás tendo oportunidade de – talvez – ficar sozinha com ele.

Ele parou por alguns segundos antes de descer mais um punhado de escadas. Olhou pra cima e, consequentemente, olhou pra ela.

Ela desviou o olhar.

A tristeza invadia o mundo, ele queria voltar a rodar, não podia.

9° Badalada

Era triste. Lógico que era triste. Era triste obrigar-se a ser distante. Tinha medo de desilusões. Era agonizante não falar nada – certificar-se de que ele pararia se ela pedisse. Contudo sabia que se fizesse isso, ele teria seu coração. Erro.

A tensão inundou o mundo, parado, ele só podia assistir.

10° Badalada

Ela foi pra casa. Tinha que ir. Pegou um caminho diferente do das suas amigas. Queria ficar sozinha.

Caminhou o mais rápido que pôde. Empanturrou-se com um punhado de batatas fritas.

Olhou pra frente e viu seu reflexo na televisão. Gorda.

A culpa a invadiu e ela correu pelo caminho que sempre fazia quando a culpa se fazia presente.

11° Badalada

Faltava apenas um passo para cruzar a porta que a levaria a seu antigo amigo. Em nível de importância, naquele cenário triste onde ela continuava a andar. Vomitar tudo e se livrar daquela culpa era mais importante do que continuar com o rosto rosado e saudável.

Ela se ajoelhou e levou dois dedos na garganta.

Conseguiu se livrar da culpa e de um pouco de dor que seu coração levava por não ter sido atendido mais cedo, quando ele estava esperando-a.

O mundo prendia a respiração, esperando o desfecho final.

12° Badalada

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Acabaram-se as badaladas

Ela lavou o rosto e ensaiou um sorriso. Viu seus olhos vermelhos. Ainda havia a felicidade. Ou a falta dela.

Esperança, aquela maldita palavra inútil. Porque, na verdade, se ele tivesse a esperado nada mudaria. Ela era racional demais para acreditar que eles tinham algum futuro juntos.

Ela queria aquela felicidade ambígua que ele trazia. Aquela felicidade-não-feliz. Porque, ao mesmo tempo que só desejava os lábios dele, os abraços dele, tudo aquilo machucava, pelo simples fato que ele era ele e ela era ela, não era certo ficarem juntos. E tudo que não era certo a machucava.

Talvez, no fim tenha sido melhor assim. Talvez.

Mas algo dentro dela ainda implorava pra que ele esperasse-a algum dia. De novo.

O mundo voltou a girar, numa velocidade vagarosa para que todos percebessem seu pesar.

Algumas interrupções não deviam acontecer.